[CS] CARLOS SEIDL
Pessoal

Curitibano — e disso não se cura.

O lado de fora do código

Sou de Curitiba. Disso não se cura.

A cidade é fria, cinzenta, cheia de uma garoa fina que não molha — só insiste. Cresci nela sem perceber que ela crescia em mim.

Um dia parti. Todo curitibano parte uma vez, achando que a saudade cabe na mala. Não cabe. Morei sob outros céus, aprendi outras línguas, comi pão que não era o daqui. Bonito. Mas faltava a garoa.

Voltei. Sempre se volta. Porque primeiro amor não se esquece — apenas espera. E Curitiba espera bem: sentada num banco do Passeio Público, tomando café sem pressa.

Hoje programo de dia e caminho de noite. As araucárias seguem de braços abertos, teimosas como eu. A cidade me ensinou o essencial: ser discreto, ser exato, amar sem alarde.

Fria por fora, quente por dentro. Como código bem escrito. Como eu.

Araucária · Curitiba

Curitiba & código

Fotos de Curitiba via Wikimedia Commons — Jardim Botânico © Rodrigo.Argenton (CC BY-SA 4.0) · Ópera de Arame © Vanderlei Bissiato (CC BY-SA 3.0) · Farol do Saber © Deyvid e Eloy Setti (CC BY-SA 3.0). Cards de tech: ilustrações (troque pelas suas fotos).

Interesses

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Inimigos do Royal Flush

Café curitibano

o combustível da garoa

Tecnologia & IA

por prazer, não só por ofício

Literatura & crônica

a cidade em prosa

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Música

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Área restrita · acesso do grupo

Inimigos do Royal Flush

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